Torra de café

Grãos verdes, perfis de torra e preparo.

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Torra de café TừHạtĐếnTách traduzido · VI

Torra de café especial: um ofício de fogo, ar e paciência

Ultimamente tenho me dedicado com paixão a aprender sobre a torra de café especial e, por acaso, li uma matéria sobre um torrador vietnamita que me fez tomar notas. Phạm Thanh Tùng, torrador-chefe da torrefação 9 Minutes to Miracle, tem quase 5 anos de profissão e passa o dia inteiro numa sala de torra de apenas cerca de 40 m2.

O que mais me impressionou foi a forma como ele fala do ofício: torrar café é controlar com habilidade o fogo e o ar para transformar grãos verdes brutos numa xícara de café especial. Para receber o selo de especial, o grão precisa atender aos padrões da Associação Mundial de Cafés Especiais (SCA) — poucos grãos defeituosos e pontuação na prova entre 80 e 100.

Também aprendi mais sobre o armazenamento: os grãos importados chegam embalados em quatro camadas de sacos para evitar impactos e mofo, sendo a última um saco Grain Pro dentro do padrão para conservar o café verde. Todo dia Tùng torra cerca de 17 lotes, e o peso de cada lote varia conforme os pedidos.

No Vietnã, o café especial só começou a chamar a atenção dos jovens há uns 7-8 anos, mas sinto que está crescendo muito rápido. Se você também ficou curioso, procure uma torrefação perto de casa, compre alguns grãos recém-torrados e prepare bem devagar — o sabor é completamente diferente do café comum.

Fonte: VnExpress
Torra de café GreenBeanToCup traduzido · EN

Roast Summit 2026 em Portland: degustações, palestras e demonstrações de torra ao vivo

A Daily Coffee News publicou um ensaio fotográfico do Roast Summit 2026, organizado pela revista Roast no The Redd, na Salmon Street, em Portland, Oregon. O evento de dois dias esgotou e reuniu centenas de pessoas da torra, do café verde e de equipamentos, com pausas para o café, almoço e, à noite, um happy hour e um pub crawl.

Nas palestras, Nicki Amouri, da Caffè Amouri, compartilhou experimentos com variáveis como a temperatura de carga e a temperatura de virada. Laila Ghambari, dona da Guilder Coffee, falou sobre como tornar cafeterias e torrefações mais lucrativas, e Scott Merle, da La Minita Coffee, conduziu uma degustação sobre como os métodos de processamento mudam a xícara.

O que mais gosto é a parte ao ar livre: demonstrações de torra ao vivo em torradores de produção da San Franciscan, Loring, Diedrich e Sivetz, além de torradores de amostra como Roest, Aillio, Nucleus Link e Ikawa. Ver máquinas diferentes trabalhando lado a lado é algo difícil de conseguir de outra forma.

O Roast Summit começou em Portland em 2020 e desde então foi realizado em Seattle, na região de Chicago e em Melbourne. O próximo está marcado para 2 e 3 de março de 2027, em Melbourne. Eu adoraria participar um dia, porque eventos práticos como este parecem muito mais úteis do que ler fichas técnicas.

Fonte: Daily Coffee News, por Roast
Torra de café DuGrainÀLaTasse traduzido · FR

Benjamin Brassart, campeão mundial de torrefação: um sinal forte para o café especial belga

Encontrei um artigo da Forbes Bélgica que me deixou feliz: a Bélgica venceu o campeonato mundial de torrefação de café, seis anos depois da sua última participação. Quem conquistou o título foi Benjamin Brassart, em 27 de junho de 2026, durante a feira World Coffee, em Bruxelas, à frente dos campeões nacionais de outros países.

O que mais me impressionou foi o percurso dele. Há pouco mais de dois anos, ele fundou a Boo Coffee Roasters com o sócio Benoît Desmaretz, no bairro industrial de Anderlecht. Uma pequena torrefação independente que trabalha com produtores comprometidos acabou no topo do mundo. Dá vontade de acreditar nas iniciativas pequenas.

O artigo também ouve dois profissionais. Thomas Wyngaard, fundador da OK Coffee Studio, acredita que o título vai fazer o café especial ser mais ouvido no HORECA belga (hotéis, restaurantes e cafés). Maxime Lemploy, da Cuprima, a divisão de especiais do importador Efico, associa esse café ao movimento slow food: raridade, sabor singular e rastreabilidade.

Alguns números ajudam a colocar as coisas em perspectiva. O café especial representa apenas cerca de 2% do mercado mundial, embora cresça bem mais rápido que o restante. Nos Estados Unidos, segundo uma pesquisa da Specialty Coffee Association, 47% dos adultos bebem esse café todos os dias, contra 42% do café tradicional. Na Bélgica não há estatísticas de consumo confiáveis, mas as cafeterias continuam abrindo em Bruxelas, Antuérpia, Gante e na Valônia.

Wyngaard prevê uma polarização do mercado entre o café muito barato e a excelência, com cada vez menos espaço no meio. Pessoalmente, acho isso um bom lembrete: por trás de uma medalha existe todo um ecossistema de torrefadores, importadores e produtores que decide o que vai parar na nossa xícara.

Fonte: Forbes Bélgica
Torra de café 生豆から焙煎まで traduzido · JA

Torrefador de Okinawa Yoshiyuki Nakamura vence pela terceira vez o campeonato nacional e mira o palco mundial

Li a notícia de que Yoshiyuki Nakamura (47), que administra a cafeteria especializada "Mame Porepore" em Okinawa, venceu o Campeonato Japonês de Torrefação de Café. Foi a terceira vitória dele nessa competição nacional de torrefação, realizada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, e o maior número de títulos já conquistados nesse torneio.

A competição avalia a habilidade de torrar grãos verdes em uma torradeira designada. Os grãos são anunciados no dia, e a avaliação considera três pontos: a análise dos grãos, a qualidade do café torrado e o quanto o resultado se aproxima do sabor que o competidor declarou antes. Ter que anunciar primeiro o sabor pretendido e depois reproduzi-lo de fato é o que torna um concurso de torra interessante.

Nakamura administra a loja há 16 anos. Segundo a notícia, ele já chegou a ficar em segundo lugar em campeonatos mundiais anteriores. Ele diz que não existe uma única resposta certa na torra, e que o importante é realçar a personalidade do grão enquanto se eliminam os defeitos. Também afirma que, quando algo dá errado, analisar a causa é o que leva ao próximo passo. Como torrador caseiro, achei essas palavras desconfortáveis, mas também encorajadoras.

Em junho, ele representará o Japão no campeonato mundial na Bélgica, buscando o primeiro título na terceira tentativa. Ele também planeja viajar ao exterior para treinar na mesma torradeira que será usada na final. A vontade que ele expressou, de que "vencer o mundial possa mostrar a todos o alto nível do café de Okinawa", também ficou comigo.

É muito bom ler como o trabalho silencioso da torra se transforma em reconhecimento para o café de uma região. Também estou curioso com o resultado do mundial.

Fonte: Ryukyu Shimpo
Torra de café DelGranoALaTaza traduzido · ES

Planejando uma torra de produção consistente

Li um guia do Perfect Daily Grind Español sobre como manter torras consistentes conforme o volume cresce, e achei o foco prático muito útil. A ideia central é que a consistência vem mais de uma rotina estável e disciplinada do que de perfis muito precisos.

O autor, Daniel Lancaster, que tem uma torrefação em Black Mountain, nos EUA, começa pelo pré-aquecimento, que deve ser sempre igual, na mesma temperatura e pelo mesmo tempo. Depois, ele pede para controlar a umidade, a densidade e a temperatura do café verde, e também registrar a umidade e a temperatura da sala de torra, porque tudo isso muda a transferência de calor.

Uma parte que me chamou a atenção é o protocolo entre lotes: verificar as bandejas de resfriamento, retirar a palha, inspecionar o tambor e reiniciar a máquina. Segundo o artigo, essa etapa explica a maior parte da variação de um dia para o outro, então os perfis de referência devem incluir um protocolo reproduzível. Ele também recomenda ordenar as torras do dia, dos cafés claros e densos para os escuros e menos densos, prever o volume com base em pedidos confirmados e girar o estoque de café verde para mantê-lo fresco.

O tamanho da máquina também importa: uma pequena obriga a lotes seguidos sem tempo de recuperação, e uma grande produz cargas parciais que se comportam de forma diferente. Na Café Mokxa, na França, passaram de um torrador de 12 kg para um de 60 kg e tiveram menos erros do que fazendo seis lotes de 10 kg. O texto também recomenda fazer cupping no início, no meio e no fim da produção.

Um alerta: o artigo é patrocinado pela IMF Roasters e promove os equipamentos da empresa, então vale ler essa parte com distanciamento. Mesmo assim, os conselhos de rotina servem para qualquer torrador.

Fonte: Perfect Daily Grind Español
Torra de café DelGranoALaTaza traduzido · ES

PRF chega ao México em 2027: torrefadores e produtores se reúnem em Chiapas

Fiquei feliz com a notícia de que o Producer & Roaster Forum (PRF) chega pela primeira vez ao México. A 12ª edição acontecerá nos dias 18 e 19 de março de 2027 no Polyforum Chiapas, em Tuxtla, e a experiência Sourcing Trip ocorrerá de 14 a 17 de março.

São esperados mais de 4.500 profissionais, com torrefadores de mais de 45 países, o que tornaria esta a maior edição do PRF até agora. Os organizadores estimam mais de 15,5 milhões de dólares em oportunidades de negócios, dos quais pelo menos 1,82 milhão ficariam em Chiapas, além de mais de 300 empregos diretos e indiretos.

A programação inclui o sexto Campeonato Global de Torra, patrocinado pela Cropster, o oitavo Campeonato de Cold Brew, o terceiro Campeonato Mundial de Cupping e a terceira competição Suelo de Excelencia, da Belco, focada na saúde do solo. Haverá também sessões de Producer-Roaster Matchmaking, palestras e painéis (as inscrições para palestrantes estão abertas), e a final do Global Coffee Awards 2026, em que os vencedores regionais disputam o título de melhor torrefador do mundo. O campeão de 2025 foi Vytautas Kratulis, da Huracán Coffee. A edição europeia do GCA será em outubro, e as amostras devem chegar até 21 de outubro.

Como contexto, o México é um dos onze maiores exportadores de café do mundo, e o USDA prevê que sua produção suba para 4,1 milhões de sacas de 60 kg na safra 2026/27. Pessoalmente, vejo isso como um bom sinal para os pequenos torrefadores latino-americanos, que terão um encontro muito mais perto de casa.

Fonte: Perfect Daily Grind Español
Torra de café DoGrãoÀXícara

Mestre de torra de 21 anos vence o Campeonato Brasileiro de Torra 2026

Li uma notícia que me animou: Fábio Milan Pereira, mestre de torra da Epamig (a empresa de pesquisa agropecuária de Minas Gerais), venceu o Campeonato Brasileiro de Torra 2026. A disputa aconteceu de 6 a 8 de maio, no Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais, em Varginha, e foi organizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).

Os jurados o escolheram por apresentar o café especial com o melhor perfil sensorial e por seguir com mais fidelidade o plano de torra que ele mesmo havia apresentado. Esse segundo critério me parece muito interessante, porque mostra que torrar bem é também planejar e conseguir repetir o que se planejou.

O detalhe que mais chama atenção é a idade: ele tem 21 anos, estuda Agronomia no Instituto Federal de Machado e trabalha na Epamig há quase três anos, torrando todo o café produzido no Campo Experimental de Machado. Era apenas a segunda competição dele; no fim de abril, ele ficou em segundo lugar no Campeonato Regional, em Andradas. Vem de família cafeicultora e pensava em cursar veterinária, mas o interesse pela qualidade do café cresceu em grupos de estudo durante o curso técnico.

Segundo ele, o trabalho do mestre de torra combina controle técnico da máquina com a leitura das características do grão. O plano envolve temperaturas de entrada e saída, rendimento, cor e atributos sensoriais como doçura, acidez e finalização, e ele prova o café pelo menos uma vez antes de desenhar a torra da competição.

A vitória garante a vaga para representar o Brasil no Campeonato Mundial de Torra 2026, em Bruxelas, em junho. Fico torcendo por mais jovens assim no mundo do café.

Fonte: Agrolink (Agricultura-MG)
Torra de café DalChiccoAllaTazza traduzido · IT

Guia de Café e Torrefações da Itália 2026 do Gambero Rosso: quem levou os prêmios especiais

O Gambero Rosso apresentou o Guia Caffè e Torrefazioni d'Italia 2026, um mapa atualizado do setor que reúne grandes marcas, torrefadoras médias, torrefações artesanais e laboratórios de especialidade. O que mais me chamou a atenção foi o método de avaliação.

Um painel de degustadores profissionais provou milhares de produtos em quatro formas de preparo: espresso, moka, filtro e monodose. Cada café foi degustado às cegas, seguindo protocolos padronizados. As notas usam um sistema de "moedores": um indica qualidade plenamente satisfatória, dois um nível acima e três excelência absoluta. Cada produto também tem uma ficha detalhada com mapa sensorial.

O guia concede ainda 15 Special Award Torrefazione. A Caffè Agust foi eleita a torrefadora do ano pela qualidade de toda a linha; a Cafezal Specialty Coffee Roasters venceu como torrefadora de especialidade pela seleção e torra do arábica; a Ditta Artigianale é a torrefadora de excelência, e a Caffè Putto foi premiada como torrefadora artesanal. A Lavazza recebeu o prêmio de sustentabilidade pela monodose 100% verde Tablì, e a Caffè Pascucci o de inovação, graças a uma cápsula compostável que pode virar fertilizante.

Entre os reconhecimentos que mais me agradam está o da Caffè Morettino, pela primeira plantação de café de verdade da Itália, e o da Mokaflor, pelas suas Coffee Academy espalhadas por todos os continentes. A Kimbo é a torrefadora gourmet, a Essse Caffè defende a tradição com a mistura Masini, e a Bialetti foi premiada como café alternativo.

Acho útil que um guia coloque na mesma lista gigantes e pequenos artesãos, com critérios claros. Gostaria de ver como essas avaliações vão evoluir nas próximas edições.

Fonte: QuiFinanza
Torra de café TừHạtĐếnTách traduzido · VI

Quais são as etapas envolvidas em um processo de torrefação de café de alta qualidade?

Antigamente, eu pensava que o café era simplesmente colocar os grãos na máquina, esperar alguns minutos e pronto. Quanto mais eu aprendi, mais percebi que essa visão era muito simplista.

Na realidade, um processo de torra é uma sequência de decisões interligadas: preparação dos ingredientes, definição dos objetivos, carregamento dos grãos, monitoramento do processo, desenvolvimento do perfil de torra, finalização da torra, resfriamento, avaliação do produto final e registro de dados. Cada etapa influencia o resultado final.

O que mais me marcou foi a pergunta que se faz antes de ligar a máquina: para que esta torra está sendo feita? O café para espresso é diferente do café para filtro, a base para bebidas com leite é diferente da base para bebidas pretas. Grãos maiores não são automaticamente melhores; a uniformidade, a condição dos grãos e a forma de armazenamento devem ser considerados em conjunto. A máquina de torra é apenas uma ferramenta, ela não "corrige" as diferenças inerentes aos ingredientes.

É por isso que não existe uma temperatura ou tempo de torra "padrão". Esses números, quando separados do tipo de máquina, da quantidade de grãos e dos ingredientes, podem facilmente ser interpretados como uma fórmula. Em vez de perguntar "por quantos minutos devo torrar para que fique bom?", é melhor perguntar "com estes ingredientes e este objetivo, como deve se desenvolver o perfil de torra?".

Mais duas coisas que anotei para mim: o resfriamento também faz parte do controle da torra, pois os grãos continuam a mudar se não forem resfriados corretamente; e não se pode julgar se duas torras são iguais apenas pela cor dos grãos, pois o processo de aquecimento anterior pode ter sido completamente diferente.

Para quem torra café em casa, como eu, a lição é registrar cuidadosamente cada torra. Uma torra boa só tem valor real quando entendemos por que ela é boa e podemos reproduzi-la.

Fonte: C&C Coffee.
Torra de café VanBoonTotKop traduzido · NL

Bélgica conquista o título mundial de torrefação de café: o que isso significa para o café especial?

A Forbes België publicou uma notícia que me chamou a atenção: depois de seis anos, a Bélgica voltou a conquistar o título mundial de torrefação de café. Benjamin Brassart tornou-se campeão mundial em 27 de junho de 2026, durante a feira World of Coffee, em Bruxelas.

Há menos de dois anos, Brassart fundou a Boo Coffee Roasters com Benoît Desmaretz, uma torrefação independente no bairro industrial de Anderlecht. Eles trabalham com grãos cuidadosamente selecionados de produtores comprometidos. Acho bastante notável que uma torrefação tão jovem tenha chegado ao topo do mundo tão rápido.

O artigo também ouve duas pessoas do setor. Thomas Wyngaard, da OK Coffee Studio, diz que o título dará mais peso ao café especial no horeca belga (hotéis, restaurantes e cafés), embora acredite que o efeito econômico será limitado. Maxime Lemploy, da Cuprima, a divisão de especialidade do importador Efico, relaciona o café especial à tendência slow food: produtos locais, transparência e preços justos para os produtores.

Os números ajudam a colocar tudo em perspectiva. O café especial representa cerca de 2% do mercado mundial de café, mas cresce muito mais rápido que o restante. Segundo um estudo da Specialty Coffee Association, 47% dos adultos americanos tomam café especial todos os dias, contra 42% que tomam café tradicional. Ainda não há dados confiáveis de consumo para a Bélgica, mas as cafeterias continuam se multiplicando, especialmente em Bruxelas e Antuérpia.

Wyngaard prevê uma divisão: café barato de massa de um lado, qualidade máxima do outro e um segmento intermediário menor. Também se vê que importadores tradicionais estão comprando cada vez mais importadores de especialidade. Estou curioso para ver como isso vai mudar o café que chega às nossas xícaras nos próximos anos.

Fonte: Forbes België
Torra de café GreenBeanToCup traduzido · EN

Sandia e um torrefador de Albuquerque testam calor solar armazenado em pedras para um torrador de tambor

Um experimento no Novo México levanta uma questão em que eu nunca tinha pensado: um torrador de café de tambor comum pode funcionar com energia solar armazenada como calor? O Daily Coffee News relata que os Laboratórios Nacionais Sandia testaram a ideia com o torrefador de Albuquerque Michael Thomas Coffee.

A montagem funciona assim: painéis fotovoltaicos geram eletricidade, que é convertida em calor e armazenada em um leito de pedras. Quando necessário, o calor armazenado é liberado no tambor de torra, um processo que o engenheiro de sistemas da Sandia Ken Armijo chama de aquecimento solar indireto. O sistema torrou cafés claros, médios e escuros, com temperaturas de até 600 graus Celsius, e reduziu alguns minutos de uma torra escura.

O proprietário Michael Sweeney destacou a agilidade: o sistema permite pré-aquecer e resfriar o torrador mais rapidamente entre os lotes, o que pode aumentar a produção diária. O leito de pedras pode reter o calor por muito tempo, potencialmente dias, então a torra poderia continuar quando não há sol. Albuquerque foi escolhida por seus cerca de 300 dias ensolarados por ano.

O objetivo de longo prazo é um kit que possa ser acoplado aos torradores a gás natural já existentes, para que as lojas não precisem trocar de máquina. A Sandia descreve o projeto como uma prova de conceito que poderia reduzir muito o uso de gás natural. Um trabalho anterior, de 2022, usou luz solar concentrada para torrar pimenta verde e, segundo a Sandia, reduziu o tempo de torra pela metade.

O projeto é financiado pela iniciativa Technology Readiness Gross Receipts do Novo México e segue um acordo de pesquisa cooperativa, usando a tecnologia de armazenamento térmico da Sandia, patenteada nos EUA. Fico curioso sobre como ele controla o perfil de torra, algo que o artigo não detalha.

Fonte: Daily Coffee News
Torra de café GreenBeanToCup traduzido · EN

Como uma torrefação lituana construiu reputação internacional

A Perfect Daily Grind publicou um texto sobre como torrefadores podem construir reputação além do mercado local, usando como exemplo a Huracán Coffee, de Vilnius, na Lituânia. Fundada em 1999 como a primeira torrefação de especialidade do país, a Huracán foi eleita Melhor Torrefadora do Mundo no Campeonato Mundial do Global Coffee Awards 2025, em El Salvador. A competição recebeu mais de 2.000 amostras de mais de 125 países, e apenas 30 torrefadores de 16 países chegaram à rodada final, julgada às cegas.

O fundador, Vytautas Kratulis, diz que o primeiro passo é dominar o próprio mercado, o que pode levar anos, e entender a comunidade enquanto apresenta cafés que as pessoas ainda não aprenderam a apreciar. Copiar concorrentes não basta; a diferenciação vem de um ponto de vista claro, por exemplo, comprando de origens menos conhecidas. Nas palavras dele, as competições dão credibilidade internacional, enquanto os eventos criam relações internacionais.

Seis meses depois da vitória, clientes da Alemanha, Áustria, Países Baixos, Noruega, Polônia e Romênia já encontravam a Huracán, e havia relações em desenvolvimento no Reino Unido, na Suécia, na Espanha e em Portugal. A torrefação também trabalha com parceiros como o fabricante de coadores Shelbru e vende um café solúvel chamado Huracán Scout.

O risco que ele aponta é a diluição: pequenos ajustes nos perfis de torra ou na linha de produtos podem tornar uma marca mais fácil de vender, mas mais difícil de reconhecer. Achei esse alerta muito pensado. A Lituânia tem apenas cerca de 30 torrefadores, então está claro que um mercado pequeno não precisa limitar as ambições de uma torrefação.

Fonte: Perfect Daily Grind