Bushcraft

Fogo, abrigo e habilidades para a mata.

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Bushcraft sem pressão — o meu primeiro bivaque na floresta

Comecei no bushcraft há alguns anos e lembro-me de como queria fazer tudo de uma vez: dormir na natureza selvagem, acender fogo com pederneira e montar um abrigo sem qualquer experiência. Só mais tarde percebi que o maior erro dos iniciantes é justamente a falta de uma abordagem gradual.

O melhor é começar com um cenário simples: uma saída curta à floresta sem pernoitar ou um bivaque perto de casa ou do carro. A primeira noite fora é melhor fazê-la em condições controladas, e não logo em plena natureza — caso contrário, em vez de prazer, fica só o stress.

Para começar não é preciso muito equipamento. Comigo resultou um kit mínimo: faca de lâmina fixa, isqueiro ou pederneira, tarp, paracord, caneca de metal, lanterna frontal e kit de primeiros socorros. Além disso, saco-cama e colchonete. Depois da primeira saída, percebi que parte das coisas não era necessária de todo.

O que mais valorizo no bushcraft é a tranquilidade e o princípio Leave No Trace — levo todo o lixo comigo, não danifico as árvores e apago bem o fogo. Assim, esses lugares continuam acessíveis para as próximas pessoas.

Fonte: Biwakowicz.pl
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Piche de pinheiro passo a passo: a multiferramenta esquecida da floresta

O piche de pinheiro é um desses materiais que nossos bisavós conheciam e que a maioria de nós esqueceu. Um novo guia da Survival Sullivan ensina como fazê-lo, e me fez perceber quantas funções um pedaço de resina de árvore pode cumprir.

Os usos citados incluem impermeabilizar madeira e couro, vedar frestas, colar flechas e ferramentas primitivas e servir como acendedor à prova d'água ou combustível para uma tocha de queima lenta. Também já foi misturado a vernizes naturais e usado como remédio caseiro para cortes e picadas.

Começa-se com resina endurecida, que se encontra em forma de pedaços âmbar em nós, galhos quebrados e árvores danificadas por tempestades. O autor alerta para não ferir uma árvore saudável só para fazer a seiva escorrer. Depois se acrescenta uma carga, mais comumente cinza de madeira dura da própria fogueira, embora serragem ou fibras vegetais secas também sirvam, e um aglutinante como sebo bovino ou cera de abelha, para dar flexibilidade.

O método é um sistema de banho-maria: um recipiente grande resistente ao fogo contém duas latas pequenas, uma com furos no fundo para que a resina derretida pingue na outra. Pinças ou levantadores de lata são indispensáveis, porque tudo fica muito quente, e o guia recomenda usar latas velhas em vez de suas panelas boas.

O que mais gostei foi como o equipamento necessário é pouco. Um fogo, algumas latas e um pouco de cinza transformam resina descartada em algo realmente útil, exatamente o tipo de truque que torna o bushcraft satisfatório.

Fonte: Survival Sullivan
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Opinel: por que este canivete francês virou um clássico cult mundial

Se existe uma faca que bushcrafters e quem passeia com o cachorro conhecem, provavelmente é o Opinel. A OUTDOOR Magazin conta a história desse clássico da Saboia, e alguns dos números ali me surpreenderam.

Em 1890, Joseph Opinel criou seu canivete na forja da família, nos Alpes franceses, e a empresa continua sendo um negócio familiar até hoje. Já em 1897 oferecia doze tamanhos, do N°01 ao N°12. Em 1989, o Opinel chegou a entrar no dicionário Larousse. Segundo o artigo, a cada sete segundos um é vendido no mundo.

No início, a faca tinha apenas quatro partes: lâmina, virola fixa, rebite e cabo. Em 1955, Marcel Opinel inventou o sistema Virobloc, no qual uma virola giratória trava a lâmina aberta. Depois surgiu uma variante que também trava a lâmina quando fechada, o que torna o transporte na mochila mais seguro.

Hoje são produzidas cerca de 15.000 facas por dia, contra 650 em 1987. A lâmina passa por um tratamento térmico em duas etapas, de têmpera e revenimento, e o acabamento final é feito à mão. 95% da madeira dos cabos vem da silvicultura francesa, geralmente faia, e carpa para os cabos coloridos. A revista também apresenta a nova N°08 Horizon, para aventuras ao ar livre.

Gosto que uma ferramenta tão simples tenha perdido quase nada do seu encanto em mais de 130 anos.

Fonte: OUTDOOR Magazin
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Kolbulle de fermento natural: um prato no fogo com sabores silvestres

A Utemagasinet publicou uma receita de Lena Flaten, cozinheira de campo do Flammans Skafferi, em Storlien, que prepara pratos no fogo aberto com ingredientes colhidos na natureza. Desta vez é uma kolbulle de fermento natural, ideal para quem gosta de cozinhar ao ar livre.

A base é um fermento natural borbulhante, alimentado e deixado até ficar parecido com a massa de um bolo de esponja. Ele descansa por cerca de quatro horas, depois recebe um pouco de sal e é mexido com cuidado. A massa é colocada com colher em óleo quente, com pouco mais de um centímetro de profundidade e a cerca de 160 graus, formando pãezinhos de sete a nove centímetros. Eles são fritos até dourar, virados uma vez e escorridos sobre papel ou grelha.

A cobertura é o que lhe dá o gosto da floresta: batata cozida frita, brotos de rallarros (planta de fuego), orpine (kärleksört), carne de rena seca em lâminas finas, lingonberries (mirtilos-vermelhos) e queijo duro ralado. A receita diz expressamente que se podem usar outros ingredientes da despensa, então é mais uma ideia do que um modelo rígido.

Acho um bom exemplo de como a cozinha ao ar livre pode ir além de salsichas e pão no espeto. O fermento pode ser levado ou alimentado antes, e o que cresce ao redor passa a fazer parte do prato. Fritar em óleo quente sobre fogo aberto exige cuidado, então fique de olho na temperatura.

Fonte: Utemagasinet
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Sete erros que quase todo mundo comete com uma faca de sobrevivência

Se você perguntar a preppers e bushcrafters qual é o equipamento favorito deles, a faca quase sempre vence. Por isso vale a pena ler esta lista de erros comuns com facas, feita por Survival Sullivan, mesmo para quem acha que já sabe tudo.

O primeiro erro é destruir a ponta. Usá-la como chave de fenda ou para abrir um pote à força é comum, e o autor observa que alguns vídeos chegam a recomendar isso, mas a ponta é a parte mais delicada da lâmina. Em seguida vêm afiar no ângulo errado e com pressão excessiva, e negligenciar a limpeza e a lubrificação. Depois de lavar, seque a lâmina e passe azeite, óleo mineral ou óleo vegetal, tomando cuidado para não sujar o cabo.

O uso excessivo também é uma armadilha. Uma boa faca aguenta muita coisa, mas uma faca cega causa ferimentos. Por isso faz sentido ter uma faca reserva barata para trabalhos pesados, como cavar raízes, e um canivete para tarefas delicadas, como descascar frutas. Os lembretes de segurança são básicos, mas corretos: nunca corra com a faca na mão, corte sobre uma superfície estável em vez de segurar o que está cortando, e nunca tente pegar uma lâmina que está caindo.

O armazenamento também importa. Guarde a faca em uma bainha adequada, longe da umidade, e evite bainhas de couro para guardar por muito tempo, pois o couro absorve água. O artigo termina com um conjunto de facas sugerido, de um canivete para o dia a dia até facas de bushcraft para um local de refúgio, além de uma pedra ou um afiador para mantê-las afiadas.

Nada disso é revolucionário, mas achei uma lista de verificação útil e reconheci alguns hábitos que preciso abandonar.

Fonte: Survival Sullivan
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Assar na fogueira: pãezinhos de maçã com canela e coco

A Utemagasinet defende que o Dia do Kanelbulle se celebra melhor ao ar livre, e concordo. Susanne Jonsson mostra uma receita simples de pãezinhos assados numa chapa sobre o fogo, que funciona tanto no frio como no sol da primavera. Rende cinco unidades.

Você precisa de um pacote de massa doce pronta com recheio de maçã, comprada na seção refrigerada (ou massa própria), um decilitro de coco ralado e manteiga para a chapa. Abra a massa, espalhe o recheio e polvilhe o coco. Enrole e corte em fatias finas. Asse as fatias numa chapa levemente untada até ficarem cozidas por dentro. Achate os pãezinhos para que tenham tempo de cozinhar e vire-os algumas vezes durante o cozimento.

As dicas sobre o fogo são práticas. Asse primeiro um pãozinho de teste para verificar se o calor está adequado. E, se quiser economizar tempo, asse os pãezinhos em casa, no forno, leve-os na mochila e depois espete-os em gravetos e aqueça-os sobre o fogo.

Para mim, a vida ao ar livre e o ofício do fogo têm tanto a ver com o prazer quanto com a técnica. Aprender a sentir o calor da chapa é um pequeno exercício de ler o fogo.

Fonte: Utemagasinet
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Paleotécnico Markus Klek: equipamento da Idade da Pedra no inverno sueco

No mais recente episódio do podcast OUTDOOR, a thru-hiker Christine Thürmer encontra Markus Klek, o único "paleotécnico" da Alemanha. É uma profissão que ele mesmo inventou: ele pratica arqueologia experimental e vive a Idade da Pedra europeia, entre 40.000 e 5.000 anos antes de Cristo, da forma mais realista possível.

O contraste não poderia ser maior. De um lado está Christine, que otimiza seu equipamento em planilhas do Excel e serra o cabo da própria escova de dentes. Do outro, Markus, que atravessa o inverno mais rigoroso da Suécia com uma armação de mochila de madeira copiada do modelo de Ötzi, sapatos de pele e ferramentas de osso, sem barraca e dormindo apenas sobre peles de rena.

Os dois trocam histórias de imprevistos e dicas práticas. Markus conta como resolve o problema dos "pés de queijo" em botas de couro, por que o tendão animal serve não só como linha de costura, mas também como fio dental, e por que vende seus mocassins de cheiro forte para estúdios de cinema de língua inglesa como adereços. Christine responde com histórias dos Estados Unidos.

O que me fascina nessas conversas é que elas mostram de onde o bushcraft realmente vem: muitas técnicas que hoje praticamos como hobby já foram, simplesmente, o dia a dia. Quem quiser ler mais encontra no artigo uma breve explicação sobre o que é a paleotécnica e um link para os projetos de Markus Klek em palaeotechnik.eu.

Fonte: OUTDOOR Magazin
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Farinha de casca de bétula: um antigo alimento de fome e como colhê-la sem ferir a árvore

Sempre achei que a casca das árvores só era mastigada em histórias de sobrevivência desesperada. Este guia da Survival Sullivan mudou minha opinião: as camadas internas de algumas árvores, especialmente a bétula, são transformadas em farinha há gerações, e o processo é mais simples do que eu esperava.

O que se procura não é a casca externa, fina como papel e tão boa para acender fogo. É o câmbio e o floema macio e fino logo abaixo. Retira-se a camada externa e, em seguida, usa-se uma faca de dois cabos ou um raspador para separar a casca interna da madeira, com cuidado para não entrar na própria madeira. O artigo observa que povos escandinavos e nativos americanos assavam pães, bolos e biscoitos com ela.

O processamento é trabalho de cozinha comum. Seque bem as tiras no forno ou em um desidratador, triture-as no processador de alimentos e depois finalize com um rolo de massa dentro de um saco com fecho, ou com um pilão para um resultado mais fino. A autora diz que a farinha dá aos assados uma textura terrosa e densa e um leve dulçor.

O que mais apreciei foi o alerta sobre a colheita. A casca não se regenera tão depressa quanto as pessoas imaginam, e um ferimento atrai doenças e pragas. O conselho é pegar casca de árvores que serão derrubadas, já caídas ou tombadas pelo vento e, de uma árvore em pé, apenas algumas tiras verticais, nunca um anel ao redor do tronco, porque isso a mata.

Para quem gosta da ideia do bushcraft de usar o que a floresta oferece, é um bom lembrete de que habilidade e ética andam juntas. Deixo o experimento para uma bétula caída.

Fonte: Survival Sullivan
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A MFH Schwarzenberg, após algumas experiências de camping, oferece uma barraca compacta, ideal para o usuário consciente.

Estava à procura de uma barraca pequena para caminhadas na floresta e optei pela MFH Schwarzenberg. As opiniões eram mistas, mas parecia atender às minhas expectativas, então arrisquei. Depois de algumas saídas, tanto curtas quanto longas, posso avaliá-la honestamente.

O maior ponto positivo são as dimensões: quando dobrada, mede 60 x 9 x 9 cm e pesa 1300g, o que facilita muito o transporte na mochila. Quando montada, tem aparentemente 210 cm de comprimento, mas as paredes frontal e traseira são inclinadas, então qualquer pessoa com mais de aproximadamente 185 cm pode esbarrar nelas. No entanto, essa característica torna a barraca difícil de ser notada na floresta e permite que ela seja instalada em quase qualquer lugar.

O chão é feito de um tecido relativamente fino e os galhos mais grossos podem perfurá-lo. Por isso, recomendo usar uma lona como proteção extra e montar a barraca ainda durante o dia. A montagem é simples: duas barras e três tirantes. No entanto, a entrada é um pouco rígida e inserir a estrutura com dedos congelados exige paciência. A única falha de qualidade mais significativa é uma corda elástica na estrutura que está amarrada de forma que um dos encaixes não se encaixa completamente.

No interior, há espaço para uma pessoa de até aproximadamente 180 cm e algumas roupas, mas a mochila provavelmente não cabe, e não há um alpendre. Portanto, é preciso pensar com antecedência como proteger a mochila e os sapatos durante a noite. Com a entrada fechada, a janela de tela na parte inferior oferece pouca proteção e você pode acordar com dor de cabeça, e pela manhã, a condensação é comum nas paredes, o que é típico de barracas de camada única. Um ponto positivo é a capa, que acomoda a barraca com folga, sem precisar de fixações.

Vale a pena? Se você estiver ciente das dimensões e das características das barracas de camada única, então sim. Ela tem suas desvantagens, mas também possui vantagens inegáveis – é uma escolha para usuários conscientes. Ela é adequada para alguns dias nas florestas polonesas, e da próxima vez, talvez eu experimente um bivy. Até a próxima na floresta!

Fonte: BUSHMOT
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Fatwood: o que é e por que é um dos melhores acendedores naturais

Se eu tivesse que ensinar um único material natural para acender fogo, provavelmente escolheria o fatwood, e Paul Kirtley defende bem essa escolha. O fatwood é cerne de madeira saturado de resina, de certas coníferas, principalmente pinheiros. Forma-se onde a resina se acumula, como em tocos antigos, raízes e junções de galhos, muitas vezes depois que a árvore morre ou é danificada. É denso, de laranja dourado a marrom-avermelhado, pegajoso quando fresco e com forte cheiro de pinho.

Por que funciona? A resina queima quente e por bastante tempo, e repele a água, por isso o fatwood ainda acende quando outras iscas estão úmidas. Ele também resiste à podridão e se conserva bem. Todos os pinheiros podem produzi-lo; ele cita o pinheiro-de-folha-longa do sudeste dos Estados Unidos, o pinheiro-de-Montezuma no México e o pinheiro-silvestre por toda a Eurásia.

Para encontrá-lo, verifique a base dos tocos, as junções de galhos grossos e os galhos secos da parte inferior. Madeira mais escura e rica perto dos nós é um bom sinal; uma lasca recém-raspada deve ter cheiro forte de pinho e aspecto oleoso. Para chegar ao núcleo, enfie um machado num toco envelhecido ou racheie os galhos mortos.

Para acender, raspe um pedaço de madeira em ângulo reto para produzir pó que capte a faísca de uma pederneira, faça lascas finas ou um graveto de penas (feather stick) de fatwood, que, segundo ele, queima mais quente e por mais tempo que um de madeira macia de tamanho semelhante.

Colha somente de árvores mortas ou galhos caídos, nunca de madeira viva. Ele também enfatiza que o fatwood é um recurso de reserva, não um substituto para aprender as técnicas adequadas de acender fogo.

Fonte: Paul Kirtley
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Pinheiro-silvestre: como identificar e o que ele oferece ao bushcrafter

O mais recente perfil de árvore de Paul Kirtley trata do pinheiro-silvestre, uma espécie selvagem, maravilhosa e espalhada por toda a Eurásia. É uma boa primeira árvore para aprender.

Para identificar, procure um tronco alto e reto, sem galhos na parte baixa, e uma copa aberta. As agulhas saem em pares, são verde-azuladas e retorcidas, com cerca de 5 a 7 cm, e têm cheiro adocicado de resina quando esmagadas. A casca jovem é rosa-alaranjada e fina como papel; em árvores velhas, a parte inferior do tronco é cinza-acastanhada e fissurada, enquanto a parte superior e os galhos continuam castanho-alaranjados e descascam em flocos, que é a pista mais útil à distância. As pinhas medem 5 a 8 cm e têm formato cônico e arredondado. Entre as espécies parecidas estão o pinheiro-negro (casca mais escura, agulhas mais longas), o pinheiro-de-contorta (escamas da pinha com espinho) e o pinheiro-vermelho (agulhas de 12 a 18 cm).

No bushcraft, a madeira é resinosa, queima rápido e com chama viva. Lascas retas e sem nós fazem ótimas aparas e acendalhas, e as partes ricas em resina são excelente isca de fogo. Feixes de agulhas secas ainda presos aos galhinhos podem ferver um chá rápido. As raízes servem para amarrar, as agulhas em infusão dão um chá rico em vitamina C, e a casca interna já foi consumida pelos sámi, seca e moída até virar farinha. A técnica do arco e broca só funciona se a madeira estiver bem seca e não for resinosa demais.

Kirtley não dá dosagens nem orientações de segurança para os usos comestíveis, então pesquise antes de experimentar. Gosto do lembrete para cruzar várias características, já que liquens podem esconder a cor da casca.

Fonte: Paul Kirtley
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Facas outdoor e o §42a da WaffG: o que você pode levar na trilha

Uma boa faca faz parte do equipamento básico de quase todo bushcrafter, mas na Alemanha o aspecto jurídico é mais complicado do que muitos imaginam. A OUTDOOR Magazin resumiu as regras mais importantes do §42a da Lei de Armas (WaffG) para trilhas e acampamentos.

O porte em público é proibido para facas de uma mão, cuja lâmina pode ser aberta e travada com uma só mão, e para facas de lâmina fixa com mais de 12 centímetros. Portanto, uma faca outdoor de lâmina fixa de até 12 cm, em princípio, está liberada. Machetes grandes, facas bowie ou "facas Rambo" costumam ser maiores que isso. Se a faca for explicitamente concebida para combate, ela pode ser considerada arma de estocada e corte, independentemente do tamanho.

"Portar" significa ter a faca ao alcance da mão fora de casa ou de propriedade privada cercada, seja no cinto ou na mochila. O simples transporte é diferente: se a faca estiver em um recipiente fechado e não for de acesso imediato, geralmente não se considera porte. Um bolso externo não basta; deve ser uma bagagem fechada com trava segura.

A lei também permite o porte com "interesse legítimo", por exemplo profissional, tradicional, esportivo ou outra finalidade geralmente reconhecida. Como o termo não é definido com precisão, muito disso continua sendo uma zona cinzenta. O conselho da revista: separe o trajeto até o local de uso do próprio uso e planeje bem o transporte.

Acho que avisos assim são importantes, porque evitam problemas desnecessários. Quem vai à floresta com uma faca deve conhecer as regras antes de sair.

Fonte: OUTDOOR Magazin