Pixel art

Como os monitores CRT moldaram o pixel art: uma análise de Karl Svensson

A Habr publicou a tradução de um longo artigo de Karl Svensson sobre como os tubos de raios catódicos (CRT) afetaram o pixel art. O tema é controverso, e gostei de o autor discordar da explicação simples de que «os CRTs borravam tudo».

Ele começa com um vídeo popular do TikTok que afirma que os artistas antigos levavam em conta o desfoque dos CRTs, que suavizava as bordas grosseiras dos pixels. Svensson admite que isso é parcialmente verdade e concorda que o pixel art moderno em blocos muitas vezes vira uma nostalgia imprecisa. Mas ele aponta que o hardware antigo tem muitos outros aspectos a considerar. Ele ainda usa CRTs antigos com regularidade, por isso desliga os filtros de CRT por software dos emuladores, já que, segundo ele, nenhum reproduz fielmente uma tela real. Uma foto de um Commodore 64 num monitor Commodore 1084S mostra que as bordas irregulares dos pixels também são visíveis num CRT.

Em seguida, ele compara dois jogos de C64. Maniac Mansion (1987) roda em 160×200 e parece anguloso, enquanto Mayhem in Monsterland (1993) usa dithering e suavização na mesma paleta fixa de 16 cores para imitar uma resolução e profundidade de cor maiores. Essas técnicas dependem de características do CRT: um leve desfoque, as linhas de varredura e um pouco de vazamento de cor.

O autor considera a era de 16 bits a época de ouro do pixel art: Amiga 500, SNES, Atari ST e Mega Drive. O Amiga mostrava 32 cores de uma paleta de 4096, e os gráficos de jogos como Silkworm ou Ruff'n'Tumble foram melhorando aos poucos. Ele também aborda os truques de cor do CGA e explica que, em telas VGA de passo de ponto fino, os pixels individuais aparecem bem melhor.

Para mim, o artigo foi um bom lembrete: antes de acrescentar um «desfoque retrô», vale entender para qual tela o original foi desenhado.

Fonte: Habr

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