Gravura e serigrafia

Museu Goya de Saragoça reabre com a série completa de gravuras

Depois de dois anos fechado para obras, o Museu Goya da Fundação Ibercaja, em Saragoça, reabre as portas coincidindo com as festas do Pilar. O que mais me interessa é o que se diz sobre as gravuras, porque, para muita gente, Goya é o grande mestre da água-forte na Espanha.

Segundo as informações divulgadas, a reforma amplia a área de exposição de 3.700 para 4.660 metros quadrados e acrescenta sete experiências tecnológicas, como uma sala imersiva e óculos de realidade virtual. A diretora, Mai Forcén, insiste que não é um museu de tecnologia: a tecnologia apenas acompanha e dá contexto. Até a fachada tem gravados detalhes da obra do pintor.

Para quem acompanha a gravura, o museu tem sua sala de gravuras e uma sala de estampas renovada. Graças à ampliação, as Cópias de Velázquez, feitas por Goya entre 1778 e 1785, agora estão expostas, junto com outra série que nunca tinha sido mostrada. Com toda a série de suas gravuras e 33 Goyas, o museu é, depois do Prado, o que mais expõe obras do pintor aragonês.

Para celebrar a reabertura, a Fundação reuniu quase cinquenta obras de Goya de museus e coleções de várias partes do mundo na exposição "Solo Goya. El Arte de ver", com curadoria de Luis Fernández-Galiano, que pode ser visitada até 10 de janeiro. O museu também incorporou ao acervo tábuas de Sorolla e uma grande tela de seda de Roberto Fabelo.

Pessoalmente, o que mais me atrai é poder ver as gravuras numa sala pensada para elas, sem pressa, antes do bicentenário de Goya, em 2028.

Fonte: EL PAÍS

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